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Mito da Caverna

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domingo, 11 de maio de 2008

Descontinuidade

A ciência é um todo em evolução rumo à verdade, ou não passa de uma tentativa humana de significar a sua existência?

Era verdade para a imensa maioria dos antigos, o geocentrismo, assim como a presença de um poder divino em cada governante, de outro modo não era aceita, as propostas que colocavam em questão essas soluções.

Nos encontramos em uma época cheia de proposições que se contradizem, sendo que algumas apontam para a descontinuidade do saber, para a ruptura entre um desenvolvimento epistêmico e outro, mas encontramos correntes que recorrem a continuidade dos saberes, outras que buscam auferir e atestar a possibilidade de um conhecimento puro. Em perspectiva é possível visualizar, a ruptura que permeia os posicionamentos, que demonstram uma descontinuidade entre eles, que mobilizam orientações divergentes acerca de questões pungente.

Quem é o ser humano? Ele possui um nome, qualquer nome, encontra-se em diversas localidades - físicas, geográficas, existências -, em diversas situações não possui o conhecimento das descobertas científicas, já outros possuem, alguns fazem ciência, todos consomem o seu produto, a descontinuidade presente nesta ultimas palavras não inviabiliza uma continuidade - o consumo -, perante isso a propostas de compreensão dos processos da produção do conhecimentos científico, que o tem como descontínuo reflectem um problema ou referendam uma dinamicidade que própria da diversidade de perspectivas, ou de cenários possíveis?

domingo, 27 de abril de 2008

Senso Comum II

Consideremos que a ciência descodifica o mundo em uma linguagem acessível e reproduzível por meio de experimentos, quantificáveis e questionáveis, a verdade é sempre circunscrita e nunca definitiva, enfim o conhecimento científico é uma constante aproximação do seu objecto de pesquisa. Esses aspectos distingue a ciência do senso comum, que normalmente é empírico, compreende que o conhecimento possui um carater universal, atemporal, é do mesmo modo compreensível tanto para o observador X assim como encontra-se para o observeador Y, em a investigação é deixada de lado, para investir na propagação sem critérios mensuráveis.
Fazer Ciência ou Filosofar é se despojar das certezas fáceis e localizar-se em meio a racionalidade que favoreça todo tipo de dúvida e pesquisa, para então constituir saberes, propagar aprendizados que gerem novas dúvidas e pesquisas, que viabilizem a mobilidade científica e filosófica, suplantando o pré-conceito.

sábado, 26 de abril de 2008

Senso comum

É comum verificar entre as pessoas ditas educadas resquícios do que consideramos senso comum. Por senso comum entende-se a vinculação do aprendizado ao já dito, difundido, sem nenhum vinculo com liames da pesquisa, da investigação atenta e acurada, os dados representativos são os do sentido. O senso comum, reverbera achismo, pauta-se na autoridade, no aparente e descarta a dúvida, e preza a certeza, a argumentação convicta.
O senso comum não é afeito ao filosofar, a dúvida que é própria do fazer filosófico, que representa o quanto o nosso universo é denso, e o quanto uma única percepção, não passa de uma única percepção e por isso não é generalizável a ponto de ser ensinada como verdade imutável. Mas o senso comum acha que sabe, e expõe o seu saber partindo de uma simples opinião ou de um fato isolado.
amanhã continuamos